De tudo um pouco - mais uma vez, de novo.
Ouvi dizer que os cegos não enxergam, mas carregam na percepção aquilo mais que ninguém ousa sentir.
Tateiam assim no escuro, pra ceder o claro, que precede o tato, tatuagem perfeita no corpo nu. Que desencobre sombra e luz na claridade do mais esperado... tato.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Procuro no instável o preço do claro e simples, que escurece em dificuldade, em tamanho diferente. Espaireço no azul e amargo, caos de anis e sopro, torpor da mente.
Procurei, enfim, passado presente, desfigurado em poucos, amargo e demente. Resultou em doce frescor, pavor que assola e quente, encaminhado em simplicidade ardente.
Procurei, enfim, passado presente, desfigurado em poucos, amargo e demente. Resultou em doce frescor, pavor que assola e quente, encaminhado em simplicidade ardente.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Cerrado, assim; falado,
o peito arfa e enobrece.
Falado, o coração, errado,
não sei,
bate do jeito fechado e
abre; esquece.
Cansado, eu sei;
errado, talvez;
disritma da forma
certeira de certa
maneira virado.
Fechado em você; parado.
Rimado, talvez, disritma
outra vez, calado.
Pensado em três,
cansado na tez, o coração,
enfim, de vez, dobrado.
o peito arfa e enobrece.
Falado, o coração, errado,
não sei,
bate do jeito fechado e
abre; esquece.
Cansado, eu sei;
errado, talvez;
disritma da forma
certeira de certa
maneira virado.
Fechado em você; parado.
Rimado, talvez, disritma
outra vez, calado.
Pensado em três,
cansado na tez, o coração,
enfim, de vez, dobrado.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Dança dos quatro passos
1) Vivo numa avalanche que desce subindo numa onda de simples gestos que me assolam por inteiro.
2) Quero assim querendo um amor que despedaça, sem pedaços, apertando o coração, batendo primeiro, (des)figurando ligeiro.
3) Despretenso um sentimento puro assim sem hora, que ora vem, ora vai, mas fica sempre e bate, junto do peito, de novo, primeiro.
4) Reconheço na saudade a idade do que sinto nessa avalanche que sobe, desce, na onda intensa destes gestos que me assolam, agora sim, por inteiro.
2) Quero assim querendo um amor que despedaça, sem pedaços, apertando o coração, batendo primeiro, (des)figurando ligeiro.
3) Despretenso um sentimento puro assim sem hora, que ora vem, ora vai, mas fica sempre e bate, junto do peito, de novo, primeiro.
4) Reconheço na saudade a idade do que sinto nessa avalanche que sobe, desce, na onda intensa destes gestos que me assolam, agora sim, por inteiro.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Reflexo #2
Preciso me ocupar. Crises existenciais me são muito frequentes, mas frequência é algo que, até certo ponto, me irrita. Não gosto muito do conceito frequentar. Que lugares você frequenta? Sempre a mesma coisa. Igual presença.
Presença, por outro lado, acho bom. Certeza de ter uma presença, por exemplo. Mas presença demais também é enjoadinho.
Estou meio enjoadinha no dado momento. Dor de estômago, sabe como é.
Quando eu era criança, achava que tinha vindo com defeito. Tudo em mim é meio errado, meio certo. Já disse uma vez que me acho meio médico meio monstro. Já disse que acho achar uma coisa meio suspeita. Mas esses são uns outros quinhentos que eu nem sequer tenho.
Como eu dizia, preciso me ocupar. Ando até ocupada demais. Ocupada e cheia de tempo livre, se é que dá para entender.
Pode parecer meio simplista, mas é bom se ocupar para não ter que pensar. Pensar às vezes dá um trabalho danado, mas não pensar é muito evangélico. Sempre tive uma tendência para o candomblé.
Simplista ou não, eu adoro uma dicotomia. Dá muito mais graça, mas confesso que isso é outra coisa que dá trabalho.
Eu, por exemplo, gosto de poesia, mas sou péssima poeta. A dicotomia nem sempre é justa, ou, no meu caso, mesmo dicotômica.
(Para desbaratinar, adoro um eu lírico masculino.)
Mas como ia por ora dizendo, preciso me ocupar. Mas estar ocupada em não pensar, em só viver tem me sido muito bom.
Presença, por outro lado, acho bom. Certeza de ter uma presença, por exemplo. Mas presença demais também é enjoadinho.
Estou meio enjoadinha no dado momento. Dor de estômago, sabe como é.
Quando eu era criança, achava que tinha vindo com defeito. Tudo em mim é meio errado, meio certo. Já disse uma vez que me acho meio médico meio monstro. Já disse que acho achar uma coisa meio suspeita. Mas esses são uns outros quinhentos que eu nem sequer tenho.
Como eu dizia, preciso me ocupar. Ando até ocupada demais. Ocupada e cheia de tempo livre, se é que dá para entender.
Pode parecer meio simplista, mas é bom se ocupar para não ter que pensar. Pensar às vezes dá um trabalho danado, mas não pensar é muito evangélico. Sempre tive uma tendência para o candomblé.
Simplista ou não, eu adoro uma dicotomia. Dá muito mais graça, mas confesso que isso é outra coisa que dá trabalho.
Eu, por exemplo, gosto de poesia, mas sou péssima poeta. A dicotomia nem sempre é justa, ou, no meu caso, mesmo dicotômica.
(Para desbaratinar, adoro um eu lírico masculino.)
Mas como ia por ora dizendo, preciso me ocupar. Mas estar ocupada em não pensar, em só viver tem me sido muito bom.
Assinar:
Postagens (Atom)