Inspirado e quase-resposta ao "Acaso mal-dosado (lotérica)", do Pedro Braga
Querido, joga os dados como quem escreve aquele que não teme.
Perder não é o grande lance, como um retrato transversado de perfil.
Se as distâncias perdem a competência nos esbarros dos acasos,
Pedir licença já não é mais a solução:
Fugimos pela tangente.
Os acasos, de certa forma, delimitam o leque de oportunidades...
Deixaram-me jogada à própria sorte.
Se o prazer-a-prazo é forma de precipício, mostra que eu fujo:
Não sou hedonista.
Como um poeta dedicado ao anonimato, uso o vocativo sem medo de afastar.
Querido, se os versos sucedem as tentativas, já lucrou com o sucesso pretenso.
Continua e escreve como quem joga dados,
Que é do maior encanto, de soslaio ou não.
domingo, 30 de agosto de 2009
Tenha pena de seu reles duvidar:
caos que se instaura, assim
em frieza e pesar.
Desenvoque com a mínima destreza
o passado que se instala em mim
e sim, mais uma vez,
tenha a fineza
de me desinventar.
Desapego, enfim,
da gente que se inebria inutilmente
e se embriaga do seu caos e pesar,
mas na pena, suave, e quente
resta só o meu constante duvidar.
caos que se instaura, assim
em frieza e pesar.
Desenvoque com a mínima destreza
o passado que se instala em mim
e sim, mais uma vez,
tenha a fineza
de me desinventar.
Desapego, enfim,
da gente que se inebria inutilmente
e se embriaga do seu caos e pesar,
mas na pena, suave, e quente
resta só o meu constante duvidar.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Peço desculpas se tu vens andando com pressa,
e te esbarras nos caminhos, sem tempo de pedir, assim,
licença.
Desenvogo, enfim, - em toda - nessa
margem com a destreza de saber no fim
quem me empata os caminhos sem pedir ao menos
Desculpa.
Sinto muito por passar por mim
sem te olhar atrás,
com a pressa dos passos pequenos
e sem a fineza de pedir licença.
Sufoquei, eu sei, assim
em branco no passado magro e
cru, nos passos largos que me guiaram até então.
Em vão.
Sabe, peço desculpas se tu vens assim
com pressa; mas não te impeço.
Não por inteiro.
e te esbarras nos caminhos, sem tempo de pedir, assim,
licença.
Desenvogo, enfim, - em toda - nessa
margem com a destreza de saber no fim
quem me empata os caminhos sem pedir ao menos
Desculpa.
Sinto muito por passar por mim
sem te olhar atrás,
com a pressa dos passos pequenos
e sem a fineza de pedir licença.
Sufoquei, eu sei, assim
em branco no passado magro e
cru, nos passos largos que me guiaram até então.
Em vão.
Sabe, peço desculpas se tu vens assim
com pressa; mas não te impeço.
Não por inteiro.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Desacato em drama o sossego de canto largo
Desesperando pranto lento que me engana
Assim, em luz, frieza e rente
Desata um nó, e carrega o fardo,
Sofrido; feroz e inutilmente.
Principio estéril o amor passado
Desacatado, enfim, em realidade presente
Escorrida em paixão, de forma lenta e quente
Descobrindo o amor, sutil e errado,
Sabendo, sobretudo, que ele mente.
Desesperando pranto lento que me engana
Assim, em luz, frieza e rente
Desata um nó, e carrega o fardo,
Sofrido; feroz e inutilmente.
Principio estéril o amor passado
Desacatado, enfim, em realidade presente
Escorrida em paixão, de forma lenta e quente
Descobrindo o amor, sutil e errado,
Sabendo, sobretudo, que ele mente.
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