Teus olhos pretos, que, pretos, eles
Me pintam de escuro o coração,
De tanto querer que amor me tenham,
E de deles escutar somente não.
Outros olhos, que claros sejam, não quero,
Mas se pouco pretos são, mas
Algum azul me trazem, contentar-me podem,
Mas prostrar-me neles, não.
Só os negros, pretos quero que,
Em lhes mostrar por ora paixão,
E chamando delirante o que espero, ouso dizer:
Nunca hão de olhar-me com não.
terça-feira, 9 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Eis a solução!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
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Procura-se amor eterno. Tenho, para dar em troca, amores vagos e vãs experiências. Não tenho pressa. Procuro amor impossível, não concretizado, pois se concretiza, deixa de ser impossível. Busco amor de almas, de outras vidas. Busco berço para um coração machucado, cansado dos joguinhos terrenos. Procuro Laurus e Atlas, todos juntos num ser só. Mas veja bem, não procuro ser algum. Procuro apenas amor eterno.
Procura-se amor que vive na saudade e não renuncia. Amor à distância que alimenta a fome do ser. Amor genuíno, sem a angústia da paixão, que traz perigos demais pra essa vida calejada.
Procura-se, enfim, acalento para um coração indeciso e, acima de tudo, desejoso.
Procura-se amor que vive na saudade e não renuncia. Amor à distância que alimenta a fome do ser. Amor genuíno, sem a angústia da paixão, que traz perigos demais pra essa vida calejada.
Procura-se, enfim, acalento para um coração indeciso e, acima de tudo, desejoso.
Dormindo com estranhos
Oi, você. Oi.
Como estamos hoje, Estranho?
Dormiu bem? Eu também. Que bom.
Gosto de você, sabe. Você também gosta de mim?
Que coisa boa de escutar!
Estranho, o que achou de acordar do meu lado?
Estranho.
Estranho, né, Estranho.
Vem cá, mais uma coisa eu tenho pra falar:
Você vem sempre aqui?
Como estamos hoje, Estranho?
Dormiu bem? Eu também. Que bom.
Gosto de você, sabe. Você também gosta de mim?
Que coisa boa de escutar!
Estranho, o que achou de acordar do meu lado?
Estranho.
Estranho, né, Estranho.
Vem cá, mais uma coisa eu tenho pra falar:
Você vem sempre aqui?
Dívidas
Escrevi um trecho agora. Não foi pra você, nem pra ninguém.
Não foi pra provar nada, mostrar nada. Foi só pra jogar. Jogar as coisas, sabe como é.
Tudo anda novo de novo. A gente (digo, eu) tem certa necessidade de desapego. Não desapego da forma literal, ainda que sim, mas é preciso deixar pra lá as coisas que a gente sente. Pensar, sentir, sentir muito, muito mesmo, e guardar num cantinho, só por uns tempinhos, pra descansar. Descansar de sentir. Eu tento fazer isso, tento sempre, tento muito. Não consigo. Desapego é uma palavra que meu dicionário não conhece. É tão difícil.
E eu sinto falta, sinto sempre. Sinto falta de umas coisas que eu mesma não consigo decifrar. Preciso talvez de ajuda, mas não gosto muito de procurar. Gosto das coisas assim achadas. Gosto do repente.
E é difícil não saber o que querer. Ai, tenho achado as coisas difíceis. Na verdade, achado não tenho nada.
Não gosto de falar difícil. Dificulta.
Sabe, mesmo que eu não tenha escrito nada pra você, nem pra ninguém, nem pra mim, eu insisto em lhe usar sempre como o meu ouvinte. É bom ter a sua imagem me escutando, assentindo tudo que eu falo. Assentir. Você assente da forma mais intransitiva que um verbo pode ser.
Você é um ouvinte silencioso. É bom quando aguentar críticas é difícil. Taí. Difícil de novo.
E é isso. Jogo as coisas pra fora, mas o sentimento fica sempre. E o sentimento é complicado, confuso, louco, louco, como tudo parece insistir em ser na minha vida. Eu reclamo mas, sabe, eu adoro uma loucura.
E eu aqui jogando as coisas, falo com você. Só que, estupidamente, insisto em dizer que escrevo pra mostrar que eu não devo nada a você, nem a ninguém.
Não foi pra provar nada, mostrar nada. Foi só pra jogar. Jogar as coisas, sabe como é.
Tudo anda novo de novo. A gente (digo, eu) tem certa necessidade de desapego. Não desapego da forma literal, ainda que sim, mas é preciso deixar pra lá as coisas que a gente sente. Pensar, sentir, sentir muito, muito mesmo, e guardar num cantinho, só por uns tempinhos, pra descansar. Descansar de sentir. Eu tento fazer isso, tento sempre, tento muito. Não consigo. Desapego é uma palavra que meu dicionário não conhece. É tão difícil.
E eu sinto falta, sinto sempre. Sinto falta de umas coisas que eu mesma não consigo decifrar. Preciso talvez de ajuda, mas não gosto muito de procurar. Gosto das coisas assim achadas. Gosto do repente.
E é difícil não saber o que querer. Ai, tenho achado as coisas difíceis. Na verdade, achado não tenho nada.
Não gosto de falar difícil. Dificulta.
Sabe, mesmo que eu não tenha escrito nada pra você, nem pra ninguém, nem pra mim, eu insisto em lhe usar sempre como o meu ouvinte. É bom ter a sua imagem me escutando, assentindo tudo que eu falo. Assentir. Você assente da forma mais intransitiva que um verbo pode ser.
Você é um ouvinte silencioso. É bom quando aguentar críticas é difícil. Taí. Difícil de novo.
E é isso. Jogo as coisas pra fora, mas o sentimento fica sempre. E o sentimento é complicado, confuso, louco, louco, como tudo parece insistir em ser na minha vida. Eu reclamo mas, sabe, eu adoro uma loucura.
E eu aqui jogando as coisas, falo com você. Só que, estupidamente, insisto em dizer que escrevo pra mostrar que eu não devo nada a você, nem a ninguém.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Resposta
Não tenho que ser desse jeito. Desse jeito assim que querem que eu seja. Não vejo mal nenhum em ser eu. Em me ser. Deixa acontecer assim, seja bom, seja ruim. Não quero ter que olhar tão pra frente, pra ver o que me acontece.
Que aconteça tudo do jeito que tem que ser. Quero ser, e ser, e só.
Que aconteça tudo do jeito que tem que ser. Quero ser, e ser, e só.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Livre livre
Livre é bom.
Não gosto de obrigação.
Rotina, preciso às vezes, mas não gosto dela não.
Ter alguém é gostoso, mas
Ser livre é bom.
Não gosto de obrigação.
Rotina, preciso às vezes, mas não gosto dela não.
Ter alguém é gostoso, mas
Ser livre é bom.
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