Teus olhos pretos, que, pretos, eles
Me pintam de escuro o coração,
De tanto querer que amor me tenham,
E de deles escutar somente não.
Outros olhos, que claros sejam, não quero,
Mas se pouco pretos são, mas
Algum azul me trazem, contentar-me podem,
Mas prostrar-me neles, não.
Só os negros, pretos quero que,
Em lhes mostrar por ora paixão,
E chamando delirante o que espero, ouso dizer:
Nunca hão de olhar-me com não.
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