Devagar, suave, em pranto
morre em cada dia um pequeno
solavanco tomado assim
em branco
do rosto menino que estampa
espanto.
Devagar, pretenso e tenso
dispara a cada instante
três raios de amor e
pranto
que descobrem, suado e
pronto:
ponto final
da história.
Ah! Eu lamento.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Tu vagueias em infinidade ínfima, num trejeito sem jeito.
Tuas dores, as minhas, sem apelo é também desleixo.
Sei o que buscas ao correr sob águas,
Descongelando os pés que há muito serpenteio.
Sabes, de tocaia, que teus olhos não mentem
Nem nunca falaram coisa que faz sentido.
Desinformo-me da vida ao saber dos teus gestos
Teu peito que arfou em calor e ímpeto,
Em tempestade não literal.
Ouço que na vida teus rodeios não mais valem
Tuas buscas, solavancos,
Teus dedos, dor pífia.
Tuas dores, as minhas, sem apelo é também desleixo.
Sei o que buscas ao correr sob águas,
Descongelando os pés que há muito serpenteio.
Sabes, de tocaia, que teus olhos não mentem
Nem nunca falaram coisa que faz sentido.
Desinformo-me da vida ao saber dos teus gestos
Teu peito que arfou em calor e ímpeto,
Em tempestade não literal.
Ouço que na vida teus rodeios não mais valem
Tuas buscas, solavancos,
Teus dedos, dor pífia.
domingo, 30 de agosto de 2009
Inspirado e quase-resposta ao "Acaso mal-dosado (lotérica)", do Pedro Braga
Querido, joga os dados como quem escreve aquele que não teme.
Perder não é o grande lance, como um retrato transversado de perfil.
Se as distâncias perdem a competência nos esbarros dos acasos,
Pedir licença já não é mais a solução:
Fugimos pela tangente.
Os acasos, de certa forma, delimitam o leque de oportunidades...
Deixaram-me jogada à própria sorte.
Se o prazer-a-prazo é forma de precipício, mostra que eu fujo:
Não sou hedonista.
Como um poeta dedicado ao anonimato, uso o vocativo sem medo de afastar.
Querido, se os versos sucedem as tentativas, já lucrou com o sucesso pretenso.
Continua e escreve como quem joga dados,
Que é do maior encanto, de soslaio ou não.
Querido, joga os dados como quem escreve aquele que não teme.
Perder não é o grande lance, como um retrato transversado de perfil.
Se as distâncias perdem a competência nos esbarros dos acasos,
Pedir licença já não é mais a solução:
Fugimos pela tangente.
Os acasos, de certa forma, delimitam o leque de oportunidades...
Deixaram-me jogada à própria sorte.
Se o prazer-a-prazo é forma de precipício, mostra que eu fujo:
Não sou hedonista.
Como um poeta dedicado ao anonimato, uso o vocativo sem medo de afastar.
Querido, se os versos sucedem as tentativas, já lucrou com o sucesso pretenso.
Continua e escreve como quem joga dados,
Que é do maior encanto, de soslaio ou não.
Tenha pena de seu reles duvidar:
caos que se instaura, assim
em frieza e pesar.
Desenvoque com a mínima destreza
o passado que se instala em mim
e sim, mais uma vez,
tenha a fineza
de me desinventar.
Desapego, enfim,
da gente que se inebria inutilmente
e se embriaga do seu caos e pesar,
mas na pena, suave, e quente
resta só o meu constante duvidar.
caos que se instaura, assim
em frieza e pesar.
Desenvoque com a mínima destreza
o passado que se instala em mim
e sim, mais uma vez,
tenha a fineza
de me desinventar.
Desapego, enfim,
da gente que se inebria inutilmente
e se embriaga do seu caos e pesar,
mas na pena, suave, e quente
resta só o meu constante duvidar.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Peço desculpas se tu vens andando com pressa,
e te esbarras nos caminhos, sem tempo de pedir, assim,
licença.
Desenvogo, enfim, - em toda - nessa
margem com a destreza de saber no fim
quem me empata os caminhos sem pedir ao menos
Desculpa.
Sinto muito por passar por mim
sem te olhar atrás,
com a pressa dos passos pequenos
e sem a fineza de pedir licença.
Sufoquei, eu sei, assim
em branco no passado magro e
cru, nos passos largos que me guiaram até então.
Em vão.
Sabe, peço desculpas se tu vens assim
com pressa; mas não te impeço.
Não por inteiro.
e te esbarras nos caminhos, sem tempo de pedir, assim,
licença.
Desenvogo, enfim, - em toda - nessa
margem com a destreza de saber no fim
quem me empata os caminhos sem pedir ao menos
Desculpa.
Sinto muito por passar por mim
sem te olhar atrás,
com a pressa dos passos pequenos
e sem a fineza de pedir licença.
Sufoquei, eu sei, assim
em branco no passado magro e
cru, nos passos largos que me guiaram até então.
Em vão.
Sabe, peço desculpas se tu vens assim
com pressa; mas não te impeço.
Não por inteiro.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Desacato em drama o sossego de canto largo
Desesperando pranto lento que me engana
Assim, em luz, frieza e rente
Desata um nó, e carrega o fardo,
Sofrido; feroz e inutilmente.
Principio estéril o amor passado
Desacatado, enfim, em realidade presente
Escorrida em paixão, de forma lenta e quente
Descobrindo o amor, sutil e errado,
Sabendo, sobretudo, que ele mente.
Desesperando pranto lento que me engana
Assim, em luz, frieza e rente
Desata um nó, e carrega o fardo,
Sofrido; feroz e inutilmente.
Principio estéril o amor passado
Desacatado, enfim, em realidade presente
Escorrida em paixão, de forma lenta e quente
Descobrindo o amor, sutil e errado,
Sabendo, sobretudo, que ele mente.
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