Já faz tanto tempo que a gente não se vê. Tanto tempo que a gente não sorri junto. Às vezes, eu sinto a sua falta, assim, sem mais nem menos, sem motivo de verdade. Às vezes eu vejo uma coisa qualquer que me lembra você. Um cabelo parecido com o seu, uma folha voando. Não tem muita explicação; parece que o mundo ainda respira você.
Às vezes eu lembro das coisas todas que eu ainda ia conversar com você, que eu ia contar, que você ia viver. Eu estou vivendo, mas eu não posso mais conversar, nem contar, nem... eu tenho muito medo, sabia?
Eu sempre lembro da sua cara lisinha, do seu sorriso encantador, de quão divertido você é. Eu lembro de umas partes específicas. Eu lembro do seu tênis, eu lembro dos seus dentes, do seu nariz, das suas mãos.
Eu lamento que a gente tenha perdido tanto tempo com infantilidade. Eu podia ter aproveitado a sua companhia melhor. Podia ter olhado de mais perto, ao invés de ter estado tão longe.
A gente sempre foi próximo, do nosso jeito. Sempre esteve perto, distante ao mesmo tempo, mas sempre em sintonia, sempre concordando, sempre pensando junto.
E eu pensei tanto em você nesses dias. Eu sempre penso em você enquanto eu vivo. E eu sinto medo, eu tenho muito medo do tempo passar e eu esquecer como é o seu rosto inteiro. Não quero que as partes que eu lembro simplesmente desapareçam.
Mas você foi embora sem se despedir.
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