De acordo com as normas naturais da espécie humana, o corpo cresce em ritmo de progressão. Espera-se que o mesmo aconteça com nossas mentes, de forma que no auge da vida alcancemos a maturidade suprema e nas extremidades anterior e posterior a isso, nós sejamos ingênuos como crianças.
Pois bem.
Essa história de maturidade, é, porém, um pouco subjetiva. O que é isso afinal e de que raios se fala tanto por aí?
- Por partes, por favor.
Amor, vamos lá. Maturidade no amor. Seria isso então a capacidade de se estabelecer, levar um relacionamento à sério, o desejo de união entre duas vidas, formar uma família... (?) ou quem sabe, crer que o amor já não existe? O fato de já se estar tão calejada das relações interpessoais mundanas às vezes no leva à isso. É como ter um colete à prova de amores, paixões, paixonites e tudo que isso envolve.
Confesso que não tenho a menor idéia do que é ser maduro nessa relação de sentimentos. Há de se pensar que essa é aquela pessoa que não dá escandalosos ataques de ciúmes, se vinga das maneiras mais xulas e infantis, enfim, é centrado. É bom ser assim, racional? Não poderia ser melhor ser genuinamente passional?
A verdade é que não sei o que é melhor.
Pensando bem, não tenho o mínimo interesse em saber o que é melhor. Quem disse que tem uma opção melhor?
Se sou a prova de amor, não me machuco. Se fico à mercê dele, acabo que dilacerando um dia desses.
Será que tenho mesmo que escolher uma das opções?
Acho que fico com... acho que prefiro me machucar, mesmo que não seja de fato o melhor. Me machucar várias e várias vezes, se for pra amar e ser feliz por várias e várias vezes. Não preciso de pressa, nem que ninguém me convença que é preciso ter pressa, pra organizar uma vida. Aliás, quem disse que eu quero organizar uma vida? É tão bom viver desse jeito, deixando as coisas seguirem seu curso natural, sem planos homéricos crescendo em ritmo de progressão. E... quem já não enlouqueceu de paixão? Faz parte da nossa essência.
O importante mesmo é fazer tudo com amor. Com um monte dele.
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