Nasço às vezes desmedido
Frio, lento,
Comedido.
Acordo e peço pro tempo não correr tão rápido.
Pro tempo dar tempo de ter tempo.
Desperto, que é hoje,
Pro amanhã que não demora
Mas que avisa sem delongas
Que o fim já é agora.
Sete vezes peço
Aos que mais sabidos são
Não gosto de esperas longas
Mas careço dos pés no chão.
Seis vezes me negaram
E eu novamente acordei
Frio, lento,
Sem tempo para o tempo
E o que mo entregaram
Foi o pedido sétimo
Que sabiamente guardaram
Para lho usar
Quando a falta de tempo
Fosse maior
Que a desse meu ritmo
lento.
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