Me ensina a não ter os pés tão perto do chão. A viver a vida assim mais perto, mais perto de você e de mim.
Me diz quantas vidas tenho na mão: Se é pra ficar com o que vale a pena, prefiro ficar longe do não.
Me diz se pra voar alto tenho que seguir assim. Não lembro como faz.
A dor da saudade, que sente quem fica longe do querer, é doída, é sofrida. Eternidade transformada em perder.
Essa dor me traz tanta beleza, mas eu insisto em transformar em tristeza, que é muito mais bonita que você.
Me ensina a amar mais essas palavras que, caladas, dizem mais.
Quero sentir seu silêncio infame, doce; olhar que fala mais que mil bocas que gritam meu nome.
Prefiro assim, quieto, que sua voz, que é linda, mas que pode machucar.
Áspero e discreto flutua, sem pensar no porém, esquecendo de alguém que pode muito mais esperar.
Agora cala, não pensa.
Pensa só em mim... nos pés fora do chão e em mais ninguém.
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