A ti ofereci meus sentidos,
Que, mesmo sem os dar,
Por ti foram confundidos
Num só. A escutar,
Por ti sentem e por ti respiram,
Mas a ti não se querem mostrar,
Pois por ti ainda deliram.
Se a ti mostro o gosto dos sentidos,
Que, crus, fazem engasgar,
Tu foges, pois, tolo, os vê despidos
De carne, e vestidos de pesar.
E por ti, que vê amor onde os olhos mentem,
Padeço no brilho fugaz de lamentar
A prepotência tua e dos que assim sentem.
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"Se a ti mostro o gosto dos sentidos" bonito, Carolina. Dois poemas assim de um dia pro outro...
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